Leitura funcional

Ferritina

Estoque de ferro + marcador inflamatório

Incluso na leitura funcional

Reflete estoques de ferro, mas também sobe em quadros inflamatórios. Por isso, lida isolada engana. Cruzada com saturação de transferrina e PCR ultrassensível, distingue sobrecarga real de inflamação disfarçada. Quando o PCR está acima de 5 mg/L, a ferritina perde precisão. A leitura funcional usa duas bandas: piso de 50 ng/mL para evitar deficiência (70 em tentantes), e teto que muda por sexo. Em homens, ferritina ≥200 ng/mL já entra na zona de atenção cardiovascular. Associa-se a mais eventos cardíacos mesmo com PCR normal (Hipótese de Sullivan; WHO threshold iron overload; Jehn 2007). Acima de 500, com ou sem PCR alta, investigar sobrecarga real (hemocromatose, fígado gordo, doença do fígado) e iniciar pacote antioxidante. Ferro livre em excesso oxida os tecidos diretamente.

Convencional
≥15 OMS · ≥30 estoque
Funcional
♂ alvo 70–200 · ≥200 atenção cardiovascular · ♀ alvo 50–100 · ♀ pós-menopausa >212 atenção · piso ≥70 em tentantes · <30 deficiência ng/mL
Ferropenia clássica (ferritina <30 + saturação <20%)Inflamação disfarçada (ferritina alta + PCR alta)Sobrecarga ♂ ≥200 (ferro em excesso + risco cardiovascular)Hemocromatose (ferritina >300 + saturação >45%)
As faixas e padrões aqui são referências usadas na leitura funcional. Não substituem avaliação clínica nem diagnóstico médico. A interpretação real depende do cruzamento com os demais marcadores e com o quadro clínico do paciente.

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