As condições mais comuns na clínica funcional. Não como categoria de diagnóstico, mas como padrões metabólicos que se manifestam em vários eixos. Cada uma explica o que é, quais marcadores aparecem, como o protocolo aborda. E por que a abordagem convencional frequentemente erra o alvo.
A causa raiz comum de DM2, dislipidemia aterogênica (colesterol alterado: HDL baixo, TG alto, partículas pequenas), MASLD, SOP e hipogonadismo funcional. Em 60–70% dos casos, os outros eixos com sintoma são apenas satélites desta. Convergente com a literatura (Grundy 2005, AHA; Bril & Cusi 2017 mostra ~80% em NAFLD por biópsia).
O cutoff antigo "TSH 1,0–2,5" foi abandonado. Xu 2023 (IPD n=134.346) estabelece 2,0–3,5 como zona de menor mortalidade. Quando intervir, quando observar.
O solo onde quase todo processo crônico cresce. PCR-us é termômetro, não fogo. Reduzi-la sem identificar a fonte é tratar sintoma. Por que anti-inflamatórios universais raramente funcionam.
O paradigma MASLD substituiu o NAFLD em 2023. Não é só nome novo. Por que os marcadores hepáticos (ALT, GGT, FIB-4) contam mais que o ultrassom. Quando vira um problema metabólico, não só de fígado.
A versão “invisível” da SOP. IMC normal, sem sinais óbvios. Por que SHBG e mio-inositol contam mais que o peso. Critérios Rotterdam 2023 + AE-PCOS 2024.
Em homens com ≤60 anos, é majoritariamente reversível sem TRT: ~43% recuperam só com perda de peso (Rastrelli 2015, EMAS), com fração maior em coortes com manejo intensificado (Corona 2013). Causas frequentes: obesidade visceral, resistência insulínica, esteatose hepática, apneia do sono, opioides. Quando TRT é a escolha certa. E quando é atalho.
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